3ª Aula de Violão - Como montar acordes - Intervalos - Aula de Violão

3ª Aula de Violão - Como montar acordes - Intervalos

Na Terceira Aula de Violão, vamos aprender a montar acordes no violão. 
Já nessa aula, é interessante que você tenha um violão para ver como fica o som. 
Se não tiver um violão nesse momento, apenas decore e aprenda como formar acordes, e então, quando estiver com um violão poderá treinar. 

Para fazer essa aula, há alguns pré-requisitos teóricos. 

  1. Saber o Nome das Notas Musicais e suas Cifras
  2. Saber o que é Sustenido e Bemol
  3. Conhecer as Notas no Braço do Violão

Se você souber os itens 1 e 2 você já pode aprender alguns acordes e começar a tocar algumas músicas. Mas você estará limitado a tocar aqueles acordes que você decorou e, claro, as músicas que têm as cifras. 

Para te motivar a estudar mais, sugiro que dê uma olhada em algumas cifras de músicas simples e tente tocar. Você vai ver que com poucos dias de prática você já vai ter decorado alguns acordes e estará tocando melhor. 

Essa aula é pra você se virar sozinho! Aqui você vai aprender a ler uma cifra e saber como montar o acorde daquela cifra sem nunca ter visto como fazer. 
Vai também aprender a tocar uma música sem nunca ter visto a cifra dela, apenas com o conhecimento teórico que vai aprender nessa aula. 

Essa aula está dividida em 2 partes: Intervalos e Tríades. Nesse artigo vamos estudar os Intervalos.

Campo Harmônico 

Antes de montar os acordes, temos que aprender o que é e como funciona um Campo Harmônico. 

Campo Harmônico é o conjunto de acordes formado a partir das notas de uma determinada escala musical. 

O Campo Harmônico está diretamente ligado ao Intervalo de Notas na escala. Então, quando dizemos que tais notas formam o campo harmônico de uma escala, estamos nos referindo a um intervalo de notas.

Existem várias escalas musicais, e cada escala tem um intervalo determinado para se colocar as notas. 

É como se fosse uma daquelas formas antigas de criptografar textos. Já viu? 
Quando as pessoas escreviam um texto num papel e a outra tinha um outro papel com furinhos, que, ao colocar por cima do texto poderiam descriptografar a mensagem. 

Dê uma olhada no exemplo abaixo. São cartas de duas pessoas que parecem não gostar uma da outra. Arraste o ponto vermelho na barra laranja para ver como funciona! 

Note que num mesmo intervalo de caracteres tem escrito textos diferentes, mas a mensagem criptografada é a mesma. Ou seja, num determinado Intervalo de letras, consegue-se identificar uma mensagem.

A mesma coisa funciona para os Intervalo Musicais. Num determinado Intervalo de SEMI-TONS, podemos identificar as notas que compõe um determinado Campo Harmônico.

Vamos estudar a Escala Natural, que é base de todas as outras. 
Nessa escala, os intervalos acontecem com as notas que você já conhece. 

C - D - E - F - G - A - B - C 

Agora vamos identificar quais intervalos são de TOM ou de SEMI-TOM.

C TOM D TOM E SEMI-TOM F TOM G TOM A TOM B SEMI-TOM C

Temos então a seguinte fórmula: T T S T T T S 

T = Tom 
S = Semi-tom 

Lembre-se que UM TOM é formado por DOIS SEMI-TONS
C - C# - D - D# - E - F - F# - G - G# - A - A# - B 

Se entre C e D temos um C#, quer dizer que temos dois SEMI-TONS entre C e D, pois temos um de C para C# e outro de C# para D.

  1. Entre a primeira nota (C) e a segunda (D), temos um T (tom) de intervalo.
  2. Temos também o intervalo de um tom da segunda nota (D) para a terceira (E)
  3. Temos meio-tom da terceira nota (E) para a quarta nota (F)
  4. Temos um tom da quarta nota (F) para a quinta (G)
  5. Temos um tom da quinta nota (G) para a sexta (A)
  6. Temos um tom da sexta nota (A) para a sétima (B)
  7. Temos meio-tom da sétima nota para a oitava (C)

Agora que já identificamos o intervalo da Escala Natural, vamos ver como isso funciona isso na prática.

Se você for tocar uma música usando a Escala Natural e o Tom da música, ou seja, as notas que farão parte daquela música, forem baseadas em Dó, toda a escala vai contar a partir de Dó. Sendo assim, as notas que farão parte de uma música na Escala Natural de Dó serão: C - D - E - F - G - A - B - C 

Agora, se formos tocar uma música usando a Escala Natural de Ré, as notas já serão outras. Note: 

     T     T     S     T      T     T     S 
[C]   [D]   [E]   [F]   [G]   [A]   [B]   [C]

Agora vamos formar a escala de Ré usando a Fórmula T T S T T T S.
Se partimos de D, a próxima nota tem que ser um Tom após D.

     T
[D]   [E] 

Certo? Entre Ré e Mi temos UM TOM.

Mas agora temos uma diferença, a próxima nota tem que ser UM TOM depois de Ré, seguindo a fórmula T T S T T T S.

     T     T 
[D]   [E]   [F] 

Se colocarmos Fá, é errado. Porque de Mi para Fá temos apenas MEIO-TOM/SEMI-TOM. 

Nesse caso, tem que ser Fá sustenido (F#), porque aí sim vamos ter UM TOM de distância entre a segunda e a terceira nota.

     T     T 
[D]   [E]   [F#] 

Já para a próxima nota, é a mesma coisa, mas agora temos apenas MEIO-TOM de acordo com a fórmula T T S T T T S

     T     T       S
[D]   [E]   [F#]   [G]

Então, MEIO-TOM depois de F# é Sol (G). 

Pronto, entendeu? Siga a fórmula e termine a escala.

     T     T       S     T      T     T       S 
[D]   [E]   [F#]   [G]   [A]   [B]   [C#]   [D]

Faça o exercício abaixo para memorizar o que você aprendeu. 
Ao marcar a sequência correta, a linha da Nota em destaque ficará verde.

Gostou desse conteúdo?
Siga, comenta e compartilha: